Para divulgar, descobrir-me e descobrir outros. De tudo um pouco, pintura, comidinha, yoga,e outras esoterices....Porque não????
quarta-feira, 23 de maio de 2007
moledo - mata do camarido
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Novo espaço
Hoje, criei um novo espaço, http://www.conversasaduasmaos.blogspot.com/ À medida, que o tempo passa, vou descobrindo como é importante separar o assuntos, esta casa andava muito desarrumada, confusa, e estava a tornar-se pequena, assim, em conversas a duas mãos falarei do meu trabalho. Ficam convidados a visitar-me. Namasté!
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Raspador da Noz Moscada
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Despojos de Inverno
quinta-feira, 26 de abril de 2007
quando as crianças não pagavam bilhete, III
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Parte III
Quando a lancha chegou no cais da cidade do Funchal já era noite, pois antigamente, estas viagens entre ilhas duravam cinco horas.
Tinha de começar a pensar rápido, pois teria de continuar a minha viagem, não podia parar, nem deixar rasto.
Atracada a lancha, coloquei rodinhas nos sapatos e pernas para que te quero, e foi um andar sem destino, sempre em direcção ao infinito. Quando se está cansado, o melhor mesmo, é apanhar um transporte. Entrei num horário, e sentei-me bem atrás, para não ser vista e deixei-me ir até o cansaço tomar conta de mim.
Quando acordei, estava na policia, sentada em cima de uma mesa, acordei sobressaltada e logo me enchi de terror, era agora que me matavam, era a minha mãe, irmã, cunhados, e policia, um interrogatório pesado, com as ameaças todas a pesarem sobre a minha cabeça, onde andei, que fiz ao dinheiro do bife, que fiz ao bife, onde dormi e comi, e tantas, tantas perguntas que até dava enjoos.
O motorista dizia, ia fechar o horário quando a encontrei a dormir e depois lembrei-me de ter ouvido na telefonia que andavam a procura de uma menina, correspondia à descrição que tinha sido feita: cabelos castanhos escuros curtos, vestido cor de rosa clarinho, peúgas brancas e sandálias inglesas castanhas e uma bolsinha azul, só se tinha esquecido de mencionar o bife................
Dizia a minha irmã, tem o diabo no corpo, cegou-me, eu ia levá-la a casa e cegou-me, enquanto pagava o táxi, desapareceu e não voltei a pôr-lhe a vista em cima, mais valia ter morrido à nascença, e toda uma série de impropérios e de insultos, que é melhor esquecer....
Claro, ela tinha razão, na sexta-feira ao fim do dia mandaram-me a um recado, comprar um bife para o meu cunhado, que só gostava de bifes, mas eu como sempre, distraí-me, começou a ficar muito tarde e sabendo o que ia acontecer, escapuli-me, assim, adiava o sofrimento, por mais algum tempo, e fui a pé até a casa dela, mas aí, não me escapei ao insultos e depois de ter informado a minha mãe que estava na sua casa, guardou o bife no frigorifico, mandou-me dormir, com a ameaça de que na manhã seguinte não me escaparia, pois ela deixar-me-ia em casa da mãe e aí eu ia ver.
Pois foi o que se viu.
Claro que ouve preocupação, claro, que a minha mãe me amava, hoje, acredito nisso, mas era uma forma estranha de mostrar amor, eu achava mais que era desamor, desespero, sei lá.....
O medo às vezes salva-nos às vezes mata-nos, depende, mas com medo podemos ir até ao fim do mundo, e podem perguntar-se e tu não tiveste pena, remorços, isso não existe na cabeça de uma criança com medo.
A minha criança quando tem medo, anda, anda, anda e não pensa, não tem tempo para pensar...
E depois os transportes eram gratuitos para as crianças.....
Fim
Noz-moscada, Abril de 2007 |
quando as crianças não pagavam billhete, II
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O mar começa a acalmar, já passamos a Travessa, acabaram-se as correntes, estamos outra vez a navegar num oceano calmo e limpo, ao longe vislumbra-se terra e dentro da lancha começa o burburinho de quando se avista a costa, alguns de alivio, porque chegaram a casa, outros de admiração, pois é a primeira vez que visitam a ilha. E o sol e que bela praia dourada , uma longa extensão, dez kms de areal, limpo e dourado banhado por um oceano de águas transparentes, convidando para um belo mergulho. E, eu? Que faço? Começa o desassossego de quem não sabe como escapar do que virá a seguir....... Finalmente a lancha atraca e eu já pronta para me escapulir, sou agarrada por um braço, o arrás não me deixa fugir, e pergunta e então os teus primos? É claro, nada de primos, na cabeça do homem começa a fazer-se luz e diz, bem vou ter de deixar em casa de umas pessoas amigas e amanhã venho buscar-te para te levar para casa. E eu, não senhor, eu fico aqui, esperando os primos, eles ficaram de me vir buscar. Nã, nã, nã, nã senhora, já te disse piquena, ficas em casa dos meus amigos e acabou-se, amanhã levo-te de volta. Lá fui, contrafeita, agarrada por um braço, com vontade de fugir, mas não podia, tinha de me render às evidências, não podia despertar a fúria dos adultos. já sabia o que isso significava. Não fazia mal, estava a salvo, por mais um dia. Chegámos a uma casa, ladeada por um muro alto pintado de cal branca, tinha uma porta de madeira estreita pintada de verde, subimos uns degraus e estávamos num quintal, coberto por um corredor de vinha, de Uva Branca, do Porto Santo. A casa era pequena, em forma de L, do lado direito era a cozinha, e na extensão maior, os quartos; eram dois, o do casal e outro seria o das visitas, não tinham filhos; naquele dia iria dormir naquele quarto, simples com uma cama de solteiro que estava feita com esmero e cobria-a uma colcha de algodão branco, seria meu até ao dia seguinte, e eu pensei, um quarto só para mim, que sorte a minha. A casa era modesta e as pessoas também. Não me lembro do nome das pessoas, só me lembro de me tratarem muito bem, o dia seguinte era domingo, a senhora fez sopa de pombo, a primeira e última vez que comi semelhante iguaria, pois o marido era criador de pombos. Disse-me que despisse o vestido que trazia, as calcinhas e as peúgas para lavar, deu-me uma tshir-t de algodão a fazer de vestido, e também queria a bolsinha azul, e aí rspondi, que nã senhora, a bolsinha é minha. Perguntou-me, se me importava de varrer o quintal, claro que não me importava, até foi um divertimento, havia uma árvore que deixava cair umas bolinhas, com o pé esmagava as bolinhas e depois varria, não sei quando tempo durou a esta tarefa, mas foi divertida, ninguém me ralhou por estar a brincar e a varrer, ninguém achou anormal que brincasse com a vassoura, afinal era só uma criança de oito anos, que mal podia fazer... Lembro-me, de ter gostado muito da sopa, era a hora do almoço o tempo estava mesmo, mesmo, quase no fim e a minha agonia voltara, teria de voltar ao barco, o arrás da lancha estava de volta para me levar, e eu sem ter possibilidade de fugir. O arrás aconselhou que agradecesse aos senhores, mas eu estava mais que agradecida, até nem me importaria que adoptassem, ficaria ali para sempre, com muito gosto. Já de volta e o arrás esteve sempre olho em mim, não me lembro de ter chamado a atenção de nenhum dos viajantes, o que foi um alivio, pois tinha de deitar ao golfinhos o que trazia na bolsinha azul, e aí quando julguei que ninguém estava a ver, atiro ao mar o meu tesouro, o bife, que guardava à três dias. Ainda , hoje me lembro do cheiro daquele bife, estava crú, já tinha saido e entrado no frigorifico pelo menos duas vezes, e uma vez guardado na minha bolsinha, nunca mais de lá saíra, pois não o podia mostrar a ninguém, era denunciador do meu crime, e jamais deixaria que outros soubessem, pois tinha saído de casa para comprar um bife e não tinha voltado. Esta história, não acaba aqui, vou ter de escrever o resto, até breve..... |
terça-feira, 24 de abril de 2007
quando as crianças não pagavam bilhete
| Cheguei ao cais e a lancha estava mesmo ali, à minha espera, não fora premeditado, mas vinha mesmo a calhar, e fiquei vendo as pessoas a entrarem e a despedirem-se umas das outras, até breve, bom fim de semana, volta depressa, umas riem e outras choram, cheias de sacos, malas e merendas, e se eu entrasse também, o arrás certamente não iria dizer nada, era só para visitar, porque não, e assim foi, entrei e deixei-me ficar, como quem nada quer, uma distracção, um esquecimento. Quem é? Ninguém sabe dizer a quem pertence. Esta menina, está perdida, sozinha e agora, a lancha já vai no mar alto, e eu, respiro de alivio, escapei.. Mas, não escapei coisa nenhuma, daí vem o interrogatório, quem és, donde vens, quem são teus pais, tens bilhete, para onde vais, quem te deixou aqui? Tantas perguntas e nada de respostas. Há, que pôr a cabeça a funcionar, ser rápida, uma mentirinha, uma a mais, outra menos, já não faz diferença e enrolo-me nas minhas justificações, inventadas na hora, ora vou ter com uns primos, quando chegar vão estar a minha espera, lá no cais, a senhora vai ver como é verdade, a minha mãe deixou-me ali, tinha pressa, ia trabalhar, ela depois vai lá ter, mas eles estão a minha espera...vai ver.. Ai piquena, nã tens fome, olha que são muitas horas de viage e o mare fica brave lá para o lades da travessa? A travessa e o que é isso a travessa?? E a senhora embrulhada em sacos e merendas dá-me de comer, tremoços, pão com queijo, e a lancha lá vai, o mar não está muito bravo, mas e a travessa? Passam-se duas horas ou três, quando se é criança a noção de tempo ou é grande ou pequena, mas ali quanto mais o tempo se alongasse, melhor seria, não se vê a travessa, mas sente-se, as águas começam a movimentar-se com mais força, e as vagas começam a ser maiores, e começam as perguntas, tens mede, e enjoes? e eu nada, eu tenho cá medo e enjoos nem sei o que isso é.... os lancheiros descem as lonas laterais da lancha e amarram-nas nas bordas, e o mar num vai vem cada vez mais furioso e a lancha a tchap tchap nas vagas, podem ir até dois metros e meio de altura, chegam a cobrir os barcos completamente. Agarro-me ao meu tesouro, uma bolsinha azul turquesa, lá dentro tem algo que tento esconder para que ninguém veja, vou ter de atirar ao golfinhos, mas não posso fazê-lo, estou a ser vigiada, não vale a pena despertar desconfianças......... Continua.... |
Noz moscada e Canela
Noz Moscada Parte utilizada: sementes
Sabor: Picante e quente Estimulante, digestivo, em doses elevadas é narcótico.
A flor da noz moscada é afrodisíaca e pode ser usada em casos de impotência.
Indicada na má absorção, dor abdominal, diarréia, gases, insônia. É um dos melhores medicamentos para acalmar a mente.
Receitinha Pele manchada e espinhas: fazer uma pasta misturando açafrão, noz moscada e leite.
Canela Parte utilizada: casca
Sabor: Picante, doce, quente.
Eficaz para fortalecer e harmonizar o fluxo sanguíneo. Indicada na inapetência, náuseas e vômitos. É diurética e estimulante do sistema nervoso.
Receitinhas Flatulência e má digestão: misturar gengibre seco, casca de canela e cardamomo em pó e triturar. Ingerir 1 a 2 g antes das refeições.
Gripes e resfriados: fazer a decocção de 3 partes de gengibre, 3 partes de canela e 1 parte de cravo, todos em pó. Colocar em água e ferver por 5 a 10 minutos. Tomar 1 xícara de 4/4 horas.
