sexta-feira, 22 de junho de 2007

Aguarela de Grafite

Vai acontecer, na próxima segunda feira dia 25 de Junho das 15 horas às 18 horas, estarei na Papélia na Rua de Santa Catarina, Nº 125 4000-450 Porto Telef. 222 039 620 , a fazer uma demonstração da aguarela de grafite, para isso, ontem, a Regina presenteou-me, com um kit composto, por um caderno de papel de aguarela da Canson de 300 grs, dois pincéis Royal Talens 2 e 10, um fixador em spray da Talens e uma Caixinha com uma pastilha ou patela de Aguarela de Grafite produzida pela Fábrica Viarco.

Estou entusiasmada com esta experiência, venham daí também experimentar, além de ser novidade tem um aspecto fantástico ora vejam.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

moledo - mata do camarido

Cores, flores, sardões a espreitar entre a folhagem e esquilos comedores de pinhas. Só vemos as pinhas é claro, roídas em espiral, como só esquilos o sabem fazer. Na segunda fotografia há um sardão meio desfocado, estava com medo, eu já andei tanto naquela mata e nunca tinha visto nenhum.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Novo espaço

Hoje, criei um novo espaço, http://www.conversasaduasmaos.blogspot.com/ À medida, que o tempo passa, vou descobrindo como é importante separar o assuntos, esta casa andava muito desarrumada, confusa, e estava a tornar-se pequena, assim, em conversas a duas mãos falarei do meu trabalho. Ficam convidados a visitar-me. Namasté!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Raspador da Noz Moscada

Ando pouco inspirada, e como ninguém se inscreveu na minha aula de cozinha vegetariana, resolvi, tratar a depressão com compras, mas esta é pouco ortodoxa, pois estou a pedir a minha patroinha Pingência se me deixa comprá-la.. Pois é um raspador, para a minha Noz Moscada, e como quero fazer um bolo de café cheio de especiarias, para curar o meu trauma, venho perguntar possso??????? Quanto custa? Não tem preço, nem o encontro..... Mas a caixinha é linda e vai ser minha, espero........

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Despojos de Inverno

O primeiro post do mês de Maio..... Que o Inverno parta rapidamente, pois estamos cansados de frio e de chuva e venha a primavera. Bom mês para todos.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

quando as crianças não pagavam bilhete, III

Parte III
Quando a lancha chegou no cais da cidade do Funchal já era noite, pois antigamente, estas viagens entre ilhas duravam cinco horas. Tinha de começar a pensar rápido, pois teria de continuar a minha viagem, não podia parar, nem deixar rasto. Atracada a lancha, coloquei rodinhas nos sapatos e pernas para que te quero, e foi um andar sem destino, sempre em direcção ao infinito. Quando se está cansado, o melhor mesmo, é apanhar um transporte. Entrei num horário, e sentei-me bem atrás, para não ser vista e deixei-me ir até o cansaço tomar conta de mim. Quando acordei, estava na policia, sentada em cima de uma mesa, acordei sobressaltada e logo me enchi de terror, era agora que me matavam, era a minha mãe, irmã, cunhados, e policia, um interrogatório pesado, com as ameaças todas a pesarem sobre a minha cabeça, onde andei, que fiz ao dinheiro do bife, que fiz ao bife, onde dormi e comi, e tantas, tantas perguntas que até dava enjoos. O motorista dizia, ia fechar o horário quando a encontrei a dormir e depois lembrei-me de ter ouvido na telefonia que andavam a procura de uma menina, correspondia à descrição que tinha sido feita: cabelos castanhos escuros curtos, vestido cor de rosa clarinho, peúgas brancas e sandálias inglesas castanhas e uma bolsinha azul, só se tinha esquecido de mencionar o bife................ Dizia a minha irmã, tem o diabo no corpo, cegou-me, eu ia levá-la a casa e cegou-me, enquanto pagava o táxi, desapareceu e não voltei a pôr-lhe a vista em cima, mais valia ter morrido à nascença, e toda uma série de impropérios e de insultos, que é melhor esquecer.... Claro, ela tinha razão, na sexta-feira ao fim do dia mandaram-me a um recado, comprar um bife para o meu cunhado, que só gostava de bifes, mas eu como sempre, distraí-me, começou a ficar muito tarde e sabendo o que ia acontecer, escapuli-me, assim, adiava o sofrimento, por mais algum tempo, e fui a pé até a casa dela, mas aí, não me escapei ao insultos e depois de ter informado a minha mãe que estava na sua casa, guardou o bife no frigorifico, mandou-me dormir, com a ameaça de que na manhã seguinte não me escaparia, pois ela deixar-me-ia em casa da mãe e aí eu ia ver. Pois foi o que se viu. Claro que ouve preocupação, claro, que a minha mãe me amava, hoje, acredito nisso, mas era uma forma estranha de mostrar amor, eu achava mais que era desamor, desespero, sei lá..... O medo às vezes salva-nos às vezes mata-nos, depende, mas com medo podemos ir até ao fim do mundo, e podem perguntar-se e tu não tiveste pena, remorços, isso não existe na cabeça de uma criança com medo. A minha criança quando tem medo, anda, anda, anda e não pensa, não tem tempo para pensar...
E depois os transportes eram gratuitos para as crianças.....
Fim
Noz-moscada, Abril de 2007

quando as crianças não pagavam billhete, II

O mar começa a acalmar, já passamos a Travessa, acabaram-se as correntes, estamos outra vez a navegar num oceano calmo e limpo, ao longe vislumbra-se terra e dentro da lancha começa o burburinho de quando se avista a costa, alguns de alivio, porque chegaram a casa, outros de admiração, pois é a primeira vez que visitam a ilha. E o sol e que bela praia dourada , uma longa extensão, dez kms de areal, limpo e dourado banhado por um oceano de águas transparentes, convidando para um belo mergulho. E, eu? Que faço? Começa o desassossego de quem não sabe como escapar do que virá a seguir....... Finalmente a lancha atraca e eu já pronta para me escapulir, sou agarrada por um braço, o arrás não me deixa fugir, e pergunta e então os teus primos? É claro, nada de primos, na cabeça do homem começa a fazer-se luz e diz, bem vou ter de deixar em casa de umas pessoas amigas e amanhã venho buscar-te para te levar para casa. E eu, não senhor, eu fico aqui, esperando os primos, eles ficaram de me vir buscar. Nã, nã, nã, nã senhora, já te disse piquena, ficas em casa dos meus amigos e acabou-se, amanhã levo-te de volta. Lá fui, contrafeita, agarrada por um braço, com vontade de fugir, mas não podia, tinha de me render às evidências, não podia despertar a fúria dos adultos. já sabia o que isso significava. Não fazia mal, estava a salvo, por mais um dia. Chegámos a uma casa, ladeada por um muro alto pintado de cal branca, tinha uma porta de madeira estreita pintada de verde, subimos uns degraus e estávamos num quintal, coberto por um corredor de vinha, de Uva Branca, do Porto Santo. A casa era pequena, em forma de L, do lado direito era a cozinha, e na extensão maior, os quartos; eram dois, o do casal e outro seria o das visitas, não tinham filhos; naquele dia iria dormir naquele quarto, simples com uma cama de solteiro que estava feita com esmero e cobria-a uma colcha de algodão branco, seria meu até ao dia seguinte, e eu pensei, um quarto só para mim, que sorte a minha. A casa era modesta e as pessoas também. Não me lembro do nome das pessoas, só me lembro de me tratarem muito bem, o dia seguinte era domingo, a senhora fez sopa de pombo, a primeira e última vez que comi semelhante iguaria, pois o marido era criador de pombos. Disse-me que despisse o vestido que trazia, as calcinhas e as peúgas para lavar, deu-me uma tshir-t de algodão a fazer de vestido, e também queria a bolsinha azul, e aí rspondi, que nã senhora, a bolsinha é minha. Perguntou-me, se me importava de varrer o quintal, claro que não me importava, até foi um divertimento, havia uma árvore que deixava cair umas bolinhas, com o pé esmagava as bolinhas e depois varria, não sei quando tempo durou a esta tarefa, mas foi divertida, ninguém me ralhou por estar a brincar e a varrer, ninguém achou anormal que brincasse com a vassoura, afinal era só uma criança de oito anos, que mal podia fazer... Lembro-me, de ter gostado muito da sopa, era a hora do almoço o tempo estava mesmo, mesmo, quase no fim e a minha agonia voltara, teria de voltar ao barco, o arrás da lancha estava de volta para me levar, e eu sem ter possibilidade de fugir. O arrás aconselhou que agradecesse aos senhores, mas eu estava mais que agradecida, até nem me importaria que adoptassem, ficaria ali para sempre, com muito gosto. Já de volta e o arrás esteve sempre olho em mim, não me lembro de ter chamado a atenção de nenhum dos viajantes, o que foi um alivio, pois tinha de deitar ao golfinhos o que trazia na bolsinha azul, e aí quando julguei que ninguém estava a ver, atiro ao mar o meu tesouro, o bife, que guardava à três dias. Ainda , hoje me lembro do cheiro daquele bife, estava crú, já tinha saido e entrado no frigorifico pelo menos duas vezes, e uma vez guardado na minha bolsinha, nunca mais de lá saíra, pois não o podia mostrar a ninguém, era denunciador do meu crime, e jamais deixaria que outros soubessem, pois tinha saído de casa para comprar um bife e não tinha voltado.
Esta história, não acaba aqui, vou ter de escrever o resto, até breve.....

Noz moscada e Canela

Noz Moscada Parte utilizada: sementes

Sabor: Picante e quente Estimulante, digestivo, em doses elevadas é narcótico.

A flor da noz moscada é afrodisíaca e pode ser usada em casos de impotência.

Indicada na má absorção, dor abdominal, diarréia, gases, insônia. É um dos melhores medicamentos para acalmar a mente.

Receitinha Pele manchada e espinhas: fazer uma pasta misturando açafrão, noz moscada e leite.

Canela Parte utilizada: casca

Sabor: Picante, doce, quente.

Eficaz para fortalecer e harmonizar o fluxo sanguíneo. Indicada na inapetência, náuseas e vômitos. É diurética e estimulante do sistema nervoso.

Receitinhas Flatulência e má digestão: misturar gengibre seco, casca de canela e cardamomo em pó e triturar. Ingerir 1 a 2 g antes das refeições.

Gripes e resfriados: fazer a decocção de 3 partes de gengibre, 3 partes de canela e 1 parte de cravo, todos em pó. Colocar em água e ferver por 5 a 10 minutos. Tomar 1 xícara de 4/4 horas.

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