É isso, o Natal está à Porta e decidi modelar presépios em cerâmica.
Do plano passei à tridimensão e estou a gostar muito, são todos semelhantes, mas todos diferentes, em grés branco. Obrigada ao Lucas pela etiqueta.
Para divulgar, descobrir-me e descobrir outros. De tudo um pouco, pintura, comidinha, yoga,e outras esoterices....Porque não????
É isso, o Natal está à Porta e decidi modelar presépios em cerâmica.
Do plano passei à tridimensão e estou a gostar muito, são todos semelhantes, mas todos diferentes, em grés branco. Obrigada ao Lucas pela etiqueta.
Vai acontecer, na próxima segunda feira dia 25 de Junho das 15 horas às 18 horas, estarei na Papélia na Rua de Santa Catarina, Nº 125 4000-450 Porto Telef. 222 039 620 , a fazer uma demonstração da aguarela de grafite, para isso, ontem, a Regina presenteou-me, com um kit composto, por um caderno de papel de aguarela da Canson de 300 grs, dois pincéis Royal Talens 2 e 10, um fixador em spray da Talens e uma Caixinha com uma pastilha ou patela de Aguarela de Grafite produzida pela Fábrica Viarco. Estou entusiasmada com esta experiência, venham daí também experimentar, além de ser novidade tem um aspecto fantástico ora vejam.
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Hoje, criei um novo espaço, http://www.conversasaduasmaos.blogspot.com/ À medida, que o tempo passa, vou descobrindo como é importante separar o assuntos, esta casa andava muito desarrumada, confusa, e estava a tornar-se pequena, assim, em conversas a duas mãos falarei do meu trabalho. Ficam convidados a visitar-me. Namasté!
Parte III
Quando a lancha chegou no cais da cidade do Funchal já era noite, pois antigamente, estas viagens entre ilhas duravam cinco horas.
Tinha de começar a pensar rápido, pois teria de continuar a minha viagem, não podia parar, nem deixar rasto.
Atracada a lancha, coloquei rodinhas nos sapatos e pernas para que te quero, e foi um andar sem destino, sempre em direcção ao infinito. Quando se está cansado, o melhor mesmo, é apanhar um transporte. Entrei num horário, e sentei-me bem atrás, para não ser vista e deixei-me ir até o cansaço tomar conta de mim.
Quando acordei, estava na policia, sentada em cima de uma mesa, acordei sobressaltada e logo me enchi de terror, era agora que me matavam, era a minha mãe, irmã, cunhados, e policia, um interrogatório pesado, com as ameaças todas a pesarem sobre a minha cabeça, onde andei, que fiz ao dinheiro do bife, que fiz ao bife, onde dormi e comi, e tantas, tantas perguntas que até dava enjoos.
O motorista dizia, ia fechar o horário quando a encontrei a dormir e depois lembrei-me de ter ouvido na telefonia que andavam a procura de uma menina, correspondia à descrição que tinha sido feita: cabelos castanhos escuros curtos, vestido cor de rosa clarinho, peúgas brancas e sandálias inglesas castanhas e uma bolsinha azul, só se tinha esquecido de mencionar o bife................
Dizia a minha irmã, tem o diabo no corpo, cegou-me, eu ia levá-la a casa e cegou-me, enquanto pagava o táxi, desapareceu e não voltei a pôr-lhe a vista em cima, mais valia ter morrido à nascença, e toda uma série de impropérios e de insultos, que é melhor esquecer....
Claro, ela tinha razão, na sexta-feira ao fim do dia mandaram-me a um recado, comprar um bife para o meu cunhado, que só gostava de bifes, mas eu como sempre, distraí-me, começou a ficar muito tarde e sabendo o que ia acontecer, escapuli-me, assim, adiava o sofrimento, por mais algum tempo, e fui a pé até a casa dela, mas aí, não me escapei ao insultos e depois de ter informado a minha mãe que estava na sua casa, guardou o bife no frigorifico, mandou-me dormir, com a ameaça de que na manhã seguinte não me escaparia, pois ela deixar-me-ia em casa da mãe e aí eu ia ver.
Pois foi o que se viu.
Claro que ouve preocupação, claro, que a minha mãe me amava, hoje, acredito nisso, mas era uma forma estranha de mostrar amor, eu achava mais que era desamor, desespero, sei lá.....
O medo às vezes salva-nos às vezes mata-nos, depende, mas com medo podemos ir até ao fim do mundo, e podem perguntar-se e tu não tiveste pena, remorços, isso não existe na cabeça de uma criança com medo.
A minha criança quando tem medo, anda, anda, anda e não pensa, não tem tempo para pensar...
E depois os transportes eram gratuitos para as crianças.....
Fim
Noz-moscada, Abril de 2007 |
O mar começa a acalmar, já passamos a Travessa, acabaram-se as correntes, estamos outra vez a navegar num oceano calmo e limpo, ao longe vislumbra-se terra e dentro da lancha começa o burburinho de quando se avista a costa, alguns de alivio, porque chegaram a casa, outros de admiração, pois é a primeira vez que visitam a ilha. E o sol e que bela praia dourada , uma longa extensão, dez kms de areal, limpo e dourado banhado por um oceano de águas transparentes, convidando para um belo mergulho. E, eu? Que faço? Começa o desassossego de quem não sabe como escapar do que virá a seguir....... Finalmente a lancha atraca e eu já pronta para me escapulir, sou agarrada por um braço, o arrás não me deixa fugir, e pergunta e então os teus primos? É claro, nada de primos, na cabeça do homem começa a fazer-se luz e diz, bem vou ter de deixar em casa de umas pessoas amigas e amanhã venho buscar-te para te levar para casa. E eu, não senhor, eu fico aqui, esperando os primos, eles ficaram de me vir buscar. Nã, nã, nã, nã senhora, já te disse piquena, ficas em casa dos meus amigos e acabou-se, amanhã levo-te de volta. Lá fui, contrafeita, agarrada por um braço, com vontade de fugir, mas não podia, tinha de me render às evidências, não podia despertar a fúria dos adultos. já sabia o que isso significava. Não fazia mal, estava a salvo, por mais um dia. Chegámos a uma casa, ladeada por um muro alto pintado de cal branca, tinha uma porta de madeira estreita pintada de verde, subimos uns degraus e estávamos num quintal, coberto por um corredor de vinha, de Uva Branca, do Porto Santo. A casa era pequena, em forma de L, do lado direito era a cozinha, e na extensão maior, os quartos; eram dois, o do casal e outro seria o das visitas, não tinham filhos; naquele dia iria dormir naquele quarto, simples com uma cama de solteiro que estava feita com esmero e cobria-a uma colcha de algodão branco, seria meu até ao dia seguinte, e eu pensei, um quarto só para mim, que sorte a minha. A casa era modesta e as pessoas também. Não me lembro do nome das pessoas, só me lembro de me tratarem muito bem, o dia seguinte era domingo, a senhora fez sopa de pombo, a primeira e última vez que comi semelhante iguaria, pois o marido era criador de pombos. Disse-me que despisse o vestido que trazia, as calcinhas e as peúgas para lavar, deu-me uma tshir-t de algodão a fazer de vestido, e também queria a bolsinha azul, e aí rspondi, que nã senhora, a bolsinha é minha. Perguntou-me, se me importava de varrer o quintal, claro que não me importava, até foi um divertimento, havia uma árvore que deixava cair umas bolinhas, com o pé esmagava as bolinhas e depois varria, não sei quando tempo durou a esta tarefa, mas foi divertida, ninguém me ralhou por estar a brincar e a varrer, ninguém achou anormal que brincasse com a vassoura, afinal era só uma criança de oito anos, que mal podia fazer... Lembro-me, de ter gostado muito da sopa, era a hora do almoço o tempo estava mesmo, mesmo, quase no fim e a minha agonia voltara, teria de voltar ao barco, o arrás da lancha estava de volta para me levar, e eu sem ter possibilidade de fugir. O arrás aconselhou que agradecesse aos senhores, mas eu estava mais que agradecida, até nem me importaria que adoptassem, ficaria ali para sempre, com muito gosto. Já de volta e o arrás esteve sempre olho em mim, não me lembro de ter chamado a atenção de nenhum dos viajantes, o que foi um alivio, pois tinha de deitar ao golfinhos o que trazia na bolsinha azul, e aí quando julguei que ninguém estava a ver, atiro ao mar o meu tesouro, o bife, que guardava à três dias. Ainda , hoje me lembro do cheiro daquele bife, estava crú, já tinha saido e entrado no frigorifico pelo menos duas vezes, e uma vez guardado na minha bolsinha, nunca mais de lá saíra, pois não o podia mostrar a ninguém, era denunciador do meu crime, e jamais deixaria que outros soubessem, pois tinha saído de casa para comprar um bife e não tinha voltado. Esta história, não acaba aqui, vou ter de escrever o resto, até breve..... |
Cheguei ao cais e a lancha estava mesmo ali, à minha espera, não fora premeditado, mas vinha mesmo a calhar, e fiquei vendo as pessoas a entrarem e a despedirem-se umas das outras, até breve, bom fim de semana, volta depressa, umas riem e outras choram, cheias de sacos, malas e merendas, e se eu entrasse também, o arrás certamente não iria dizer nada, era só para visitar, porque não, e assim foi, entrei e deixei-me ficar, como quem nada quer, uma distracção, um esquecimento. Quem é? Ninguém sabe dizer a quem pertence. Esta menina, está perdida, sozinha e agora, a lancha já vai no mar alto, e eu, respiro de alivio, escapei.. Mas, não escapei coisa nenhuma, daí vem o interrogatório, quem és, donde vens, quem são teus pais, tens bilhete, para onde vais, quem te deixou aqui? Tantas perguntas e nada de respostas. Há, que pôr a cabeça a funcionar, ser rápida, uma mentirinha, uma a mais, outra menos, já não faz diferença e enrolo-me nas minhas justificações, inventadas na hora, ora vou ter com uns primos, quando chegar vão estar a minha espera, lá no cais, a senhora vai ver como é verdade, a minha mãe deixou-me ali, tinha pressa, ia trabalhar, ela depois vai lá ter, mas eles estão a minha espera...vai ver.. Ai piquena, nã tens fome, olha que são muitas horas de viage e o mare fica brave lá para o lades da travessa? A travessa e o que é isso a travessa?? E a senhora embrulhada em sacos e merendas dá-me de comer, tremoços, pão com queijo, e a lancha lá vai, o mar não está muito bravo, mas e a travessa? Passam-se duas horas ou três, quando se é criança a noção de tempo ou é grande ou pequena, mas ali quanto mais o tempo se alongasse, melhor seria, não se vê a travessa, mas sente-se, as águas começam a movimentar-se com mais força, e as vagas começam a ser maiores, e começam as perguntas, tens mede, e enjoes? e eu nada, eu tenho cá medo e enjoos nem sei o que isso é.... os lancheiros descem as lonas laterais da lancha e amarram-nas nas bordas, e o mar num vai vem cada vez mais furioso e a lancha a tchap tchap nas vagas, podem ir até dois metros e meio de altura, chegam a cobrir os barcos completamente. Agarro-me ao meu tesouro, uma bolsinha azul turquesa, lá dentro tem algo que tento esconder para que ninguém veja, vou ter de atirar ao golfinhos, mas não posso fazê-lo, estou a ser vigiada, não vale a pena despertar desconfianças......... Continua.... |
eu escrevo da direita para a esquerda,porque tendencialmente a mão assim o quer fazer, não porque seja esotérico nem que não se queira borrar a escrita, montes de canhotos não escrevem em espelho, pelo que tenho conhecimento, eu sou ambidextra e com a mão esquerda também escrevo da esquerda para a direita mas custa-me mais, tenho de pensar, enquanto escrendo da direita para a esquerda é como se estivesse a escrever com a mão direita da esquerda para a direita....
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(A "Escrita Inversa" Leonardo da Vinci escrevia "ao contrário" - da direita para a esquerda. Foi dito que só pelo uso de um espelho seu manuscrito poderia ser lido. Isto é algo que tem intrigado muitos estudiosos e permanece um mistério. Foi sugerido que Leonardo desejava manter segredo de seus pensamentos, para evitar possível perigo ou molestamento de autoridades da Igreja. Enquanto esta "resposta" parece provável em exame superficial, seguramente não é satisfatória. Muitas pessoas não só podem ler escrita ou impressão inversa, mas podem ler tanto de forma inversa quanto de cabeça para baixo. Um espelho não é necessário para ler facilmente a escrita "inversa". Contudo, até mesmo se fosse necessário, não faltariam espelhos às autoridades da Igreja. É uma consideração adicional que a mera aparência de tentar esconder o que é escrito seria mais provável de atrair suspeita de visões heréticas. Entretanto, qual poderia ser possivelmente a razão para tal estilo de escrita não-convencional? A resposta pode ser tão simples que é difícil de conceber. Eu mesmo sou canhoto. Tem sido há muito tempo um de meus problemas quando escrevo com caneta e tinta, ou mesmo com lápis, que o que eu escrevo borra - e às vezes suja minha mão. Leonardo era, como sabemos, canhoto. Será que não é possível que ele escrevesse da direita para a esquerda ("inverso") simplesmente para não borrar o que ele havia escrito e evitar sujar a mão com que escrevia? Esta explicação é, infelizmente, não muito "misteriosa" e é provável que seja deixada de lado por aqueles buscando o esotérico, o estranho e o secreto. ConclusãoAté onde sei o hábito de Leonardo de escrever não foi levado ao seio de qualquer culto para apoiar suas crenças. Porém, eu acredito que a "Bola" foi tomada por vezes para representar algum tipo de forma de vida alienígena de um OVNI (uma hipótese que não é apoiada por criptozoologistas, que simplesmente apresentam-na como um mistério do mar). O tema da escrita de Leonardo pode muito bem ser entretanto um exemplo da "verdade ser mais entediante que a ficção").
[ Explicando Bolas Peludas e a Escrita Inversa de Da Vinci ]
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Hoje, fiz um post de continuação do yoga e reintegração, mas este senhor blogger mandou-me o post para o espaço sideral, vai dai, que continuo na próxima terça feira, que é, quando voltarei aqui, e como não me apetece dizer nada, não tenho nada para dizer, nem escrever, nem me apetece pensar, resta-me desejar um bom fim de semana a todos e que a primavera volte logo, que já estou com saudades, não de muito calor, mas daquele calor fresco que vem com primavera e que sabe bem.....
Bhutadamara Mudra
Gesto de impedir o Mal
O gesto da protecção
भुतादामारा मुद्रा
गेस्तो दे इम्पेदिर ओ मॉल
ओ गेस्तो द protecção
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A arte tem de ser pensada?? A arte não, mas o objecto sim, esse tem de ser estudado. E então onde incluis o resto? No acontecimento, a arte acontece, ela serve para ajudar o homem a compreender a natureza das coisas. Então dessa maneira, porquê tanta necessidade de explicar tudo? O homem para fugir, vai criando barreiras, vai complicando, até o momento que pára, não pode mais fugir. Achas que ainda posso escapar? Não, agora não podes, o que começaste vais ter de acabar e depois não há mais por onde fugir. Mas, sabes que às vezes gostava tanto de me poder escapulir..... Isso, já eu sei há muito, mas, repara se serviu de alguma coisa, fugir? Na primeira esquina deste de trombas contigo mesma e aí começou um filme de policias e ladrões, até que ficaste completamente...... lol............. |
Gosto muito da escrita de Clarice Lispector, aqui fica um trecho.....
Sobre a Escrita... Clarice Lispector Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.Simplesmente não há palavras.O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.Simplesmente as palavras do homem. Texto extraído do site "Sobrado". Clarice Lispector: tudo sobre a autora e sua obra em "Biografias". |
Gosto muito do que Clarice Lispector escreve, não me parece que seja muito badalada em Portugal, mas fica aqui um texto, é preciso ter arte para usar as palavras e ela sabe usá-las... Sobre a Escrita... Clarice Lispector Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.Simplesmente não há palavras.O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.Simplesmente as palavras do homem. Texto extraído do site "Sobrado". Clarice Lispector: tudo sobre a autora e sua obra em "Biografias".
Noz Moscada Parte utilizada: sementes
Sabor: Picante e quente Estimulante, digestivo, em doses elevadas é narcótico.
A flor da noz moscada é afrodisíaca e pode ser usada em casos de impotência.
Indicada na má absorção, dor abdominal, diarréia, gases, insônia. É um dos melhores medicamentos para acalmar a mente.
Receitinha Pele manchada e espinhas: fazer uma pasta misturando açafrão, noz moscada e leite.
Canela Parte utilizada: casca
Sabor: Picante, doce, quente.
Eficaz para fortalecer e harmonizar o fluxo sanguíneo. Indicada na inapetência, náuseas e vômitos. É diurética e estimulante do sistema nervoso.
Receitinhas Flatulência e má digestão: misturar gengibre seco, casca de canela e cardamomo em pó e triturar. Ingerir 1 a 2 g antes das refeições.
Gripes e resfriados: fazer a decocção de 3 partes de gengibre, 3 partes de canela e 1 parte de cravo, todos em pó. Colocar em água e ferver por 5 a 10 minutos. Tomar 1 xícara de 4/4 horas.